Defensoria Pública promove evento para fortalecer a cultura de inclusão e marcar parceria com o Instituto Mano Down
Está sem tempo de ler agora? Que tal ouvir a notícia?
A Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG), por meio de sua Escola Superior (Esdep), realizou um evento para marcar a parceria com o Instituto Mano Down na contratação de pessoas com deficiência intelectual na Instituição. O encontro aconteceu na quarta-feira (18/3), no Auditório da Unidade I da DPMG em Belo Horizonte, e foi transmitido pelo canal do YouTube @defensoriamineira.

A DPMG passou a integrar a iniciativa Programa Emprego Apoiado, desenvolvida pelo Instituto Mano Down com o objetivo de promover a inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Fruto dessa parceria, a Defensoria mineira realizou a contratação de cinco educandos do Instituto para trabalharem no órgão.
Em sua fala na abertura, a defensora pública-geral Raquel Gomes de Sousa da Costa Dias celebrou o marco histórico de promoção da inclusão. “Hoje deixamos um legado para a sociedade mineira: um legado de inclusão real, que reafirma que pessoas com deficiência têm plena capacidade de trabalhar, de exercer suas funções com autonomia e de construir uma vida digna, produtiva e integral”, afirmou.
Raquel da Costa Dias ressaltou ainda que a parceria é um grande passo para que a Defensoria Pública seja cada vez mais igualitária. “Nos últimos quatro anos, trabalhamos por uma sociedade melhor, para que a Defensoria Pública seja um espaço inclusivo de fato e não somente em palavras, e este evento é uma etapa muito importante para que possamos alcançar nosso objetivo”, destacou a DPG.

O deputado estadual Grego da Fundação compartilhou sua trajetória em prol das pessoas com deficiência e a parceria com a Defensoria Pública na luta pela causa. A Defensoria Pública é, para mim, sempre motivo de grande orgulho. Em muitos casos, ela é o único espaço onde a pessoa em situação de vulnerabilidade encontra acolhimento e escuta. Quando fui prefeito, a Defensoria foi uma parceira fundamental da minha gestão, e avançamos muito graças ao diálogo. Isso mostrou, na prática, que quando trabalhamos com objetivos comuns, somos capazes de superar obstáculos, como estamos demonstrando aqui hoje”, afirmou o parlamentar.

Na sequência da abertura, o fundador e presidente do Instituto Mano Down, Leonardo Gontijo Vieira, ministrou uma palestra sobre os fundamentos da inclusão. Leonardo apresentou os cinco pilares, sendo eles: 1) Todo ser humano aprende; 2) Singularidade; 3) Intencionalidade; 4) Humildade e 5) Amor/vulnerabilidade.
Para o presidente do Instituto, esses cinco princípios são fundamentais para a convivência, autonomia e pertencimento das pessoas com deficiência na sociedade. Durante a palestra, Leonardo também propôs reflexões acerca da criação de redes de apoio, inclusão profissional e contou sua história de vida, que foi transformada pelo seu irmão com Síndrome de Down, nome artístico Dudu do Cavaco.


Em seguida, a coordenadora do Programa Emprego Apoiado, Marina Fontana, explicou os detalhes da seleção dos educandos e como será o dia a dia deles na DPMG. “Nós, do Instituto Mano Down, daremos o apoio necessário, sugerindo adaptações. Lembrando que essas adaptações não são privilégios, mas sim aplicações de equidade. Então, estamos à disposição, com uma equipe multidisciplinar, para poder auxiliar durante toda essa fase”.

O coordenador Estratégico de Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa e da Pessoa com Deficiência (CEPIPED), defensor público Luís Renato Braga Arêas Pinheiro, falou sobre o empenho conjunto da Defensoria Pública para que a contratação dos educandos acontecesse de fato. “Foram mais de dois anos de trabalho para superar burocracias e desafios técnicos, e é justamente por isso que este momento tem tanta importância. Persistir, não desistir e seguir lutando nos trouxe até aqui. Ver um evento como este, com tamanha participação e envolvimento, aquece o coração, porque mostra que alcançamos um marco verdadeiramente significativo”, compartilhou.

O evento terminou com um momento entre os educandos e seus familiares, que compartilharam um pouco mais sobre a expectativa e o sentimento em relação a oportunidade.
Gláucia Cristina é mãe do Paulo Henrique, educando do Instituto Mano Down desde 2024, e contou que está muito feliz pela oportunidade de poder ver o filho desenvolvendo ainda mais sua autonomia. “Isso vai abrir um universo, porque ele tem 25 anos e esse vai ser o seu primeiro trabalho, então, ele vai aprender a socializar, a lidar com a questão do comprometimento, seguir os horários e todas as outras responsabilidades que o trabalho vai exigir”.
Débora Lima é a mãe do Matheus Gabriel e relata que ficou sabendo da oportunidade nas oficinas que o filho participa no Instituto. Débora agradeceu por esse momento transformador em sua família e ressaltou “que tudo o que nós precisamos é de uma oportunidade”, disse.

Davison Henrique — ASCOM/DPMG
imprensa@defensoria.mg.def.br / (31) 3526-0456