Defensoria Pública realiza a aula de encerramento da primeira edição do curso sobre ‘Ressignificação de Masculinidades’  

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Dinâmica conduzida pelo professor Leandro Ribeira na aula de encerramento – Fotos: Alessandra Amaral/DPMG

A Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG), por meio de sua Escola Superior (Esdep), encerrou nesta quinta-feira (22/5) a primeira edição do curso de formação em “Metodologias de Ressignificação de Masculinidades”. A última aula aconteceu de forma presencial na sala da Esdep, na Unidade II, e fez parte das atividades voltadas ao mês de celebração da Defensoria Pública. 

O curso tem como objetivo trabalhar a capacitação de agentes que trabalham diretamente com grupos de homens envolvidos em contexto de violência doméstica. As aulas tiveram início no dia 5 de maio e, ao todo, foram nove encontros durante o mês, realizados de forma virtual, à exceção da aula de encerramento, que foi presencial. 

Leandro Uchoas Ribeiro, educador e pós-graduado em Não-Violência, Cultura de Paz e o Pensamento de Gandhi, foi responsável por ministrar o curso. Ele ressaltou as transformações que a capacitação é capaz de promover para os homens envolvidos no contexto de violência doméstica. “Nenhum homem que tenha passado por esse tipo de trabalho, de processos circulares no contexto de violência, voltou a cometer violência doméstica, um índice de reincidência zero. A maioria deles também vai atrás de material para estudar o tema e conversa com pessoas do entorno sobre a temática”, pontuou o instrutor. 

A formação contou com participação de defensoras e defensores públicos de Minas Gerais e de outros estados, além de outros integrantes da DPMG, como psicólogos, assistentes sociais e assessores. Também participaram profissionais que atuam na defesa de homens acusados de violência contra a mulher e servidores de outras instituições do Sistema de Justiça, como o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). 

O encerramento do curso também marcou o encontro presencial e momento de troca entre os participantes

Tasmane Carvalho é assessora no TJMG e comentou que na comarca onde atua, em Pedro Leopoldo, é feito um trabalho com os grupos reflexivos para os autores de violência doméstica e que o curso vai ajudar a melhorar esse processo. “Vai ser bem produtiva a aplicação do que a gente aprendeu no curso, a questão dos traumas, ter esse olhar mais sensível também para o lado masculino. Vamos conseguir fazer um trabalho ainda melhor com os autores de violência doméstica”, afirmou.