DPMG abre seminário nacional das assessorias de comunicação da Defensoria Pública de todo o país
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Começou nesta quinta-feira (3/4), em Belo Horizonte, o 6º Seminário de Comunicação e Defensoria Pública, evento anual que reúne profissionais das assessorias de comunicação da Defensoria Pública dos estados e do Distrito Federal.
A Defensoria Pública de Minas Gerais sediou esta edição do encontro, cujo tema é “Conectando mundos: a linguagem que aproxima”.

A defensora pública-geral de Minas Gerais em exercício, Karina Rodrigues Maldonado, abriu o Seminário ressaltando o poder de conexão gerado pela comunicação. “Quando nos comunicamos, precisamos ter compreensão de que o nosso foco é a outra pessoa. Se não tivermos um olhar atento e curioso para o outro, não conseguiremos nos comunicar verdadeiramente, será só uma fala. Quando estabelecemos conexões, conseguimos emocionar”, observou.

A relevância do ato de comunicar foi pontuada pela secretária do Conselho Superior da DPMG, defensora pública Camila Machado Umpierre. “O ato de comunicar é que faz com que possamos nos relacionar. Todos os relacionamentos surgem a partir da comunicação, que vai muito além de conversar”, afirmou.
Lembrando que o 6º Seminário é um evento de toda a Defensoria Pública no país, o coordenador da Assessoria de Comunicação e Cerimônial da DPMG, Persio Fantin, destacou e agradeceu a presença significativa de cerca de 50 profissionais de 23 estados e do Distrito Federal.
Persio Fantin pontuou que a Defensoria Pública é uma instituição jovem, ainda pouco conhecida e que a comunicação tem um papel essencial para que a Instituição alcance cada vez mais pessoas. “Diante da pluralidade de nossa atuação, um dos nossos desafios é usar a linguagem apropriada para chegarmos a todos os tipos de públicos. Vontade, capacidade e criatividade não nos faltam”, disse.
Presente prestigiando o evento, a coordenadora da Escola Superior da DPMG, defensora pública Silvana Lobo, também ressaltou a importância para a Defensoria Pública do trabalho desenvolvido pelas assessorias de comunicação.
Palestra de abertura
Com o tema “E se a imaginação fosse uma tecnologia”, a líder em inovação e cultura organizacional, Grazi Mendes, provocou a plateia propondo várias reflexões, conectando temas como imaginação, comunicação, interesse, identidade, coerência e padrões, entre outros.

Confira algumas das reflexões propostas pela palestrante, que é movida por um propósito: construir futuros plurais e inclusivos.
“A imaginação é uma potente tecnologia humana ancestral”.
“A imaginação é a semente para a criatividade e a inovação”.
“A partir da imaginação conseguimos desafiar o que sabemos para, inclusive, saber mais”.
“O presente muda o futuro. E a forma que imaginamos o futuro muda nossas ações no presente”.
“Temos que refletir se não estamos usando ferramentas novas a partir de padrões antigos”.
“É preciso se questionar sempre: qual a nossa responsabilidade nas nossas comunicações?”.
“Vocês, da Defensoria Pública, trabalham com algo que muitas pessoas acham que não é para elas: justiça social, soluções, acolhimento. É preciso criar identidade para alcançá-las”.

Bate-papo com a imprensa
Na sequência, houve um momento de bate-papo com profissionais da imprensa mineira. O repórter investigativo da TV Globo, Fernando Zuba, a coordenadora de jornalismo digital da Itatiaia, Marina Borges, e a editora-adjunta multimídia do jornal O Tempo, Cynthia Oliveira, falaram sobre os pontos que conectam os jornalistas da redação e os assessores de imprensa das instituições públicas. Além disso, houve também um debate acerca do papel da inteligência artificial, assunto em alta no momento, e as diferentes formas de se utilizar a ferramenta no processo produtivo diário do profissional de comunicação.

Cases Mariana e Brumadinho
Na parte da tarde, o tenente Elton Ferreira de Assumpção apresentou as métricas alcançadas pelas mídias sociais do Corpo de Bombeiros Militares de Minas Gerais (CBMMG). O tenente utilizou dos casos de Mariana e Brumadinho para falar sobre a comunicação em situações de crise, mostrando como os diferentes meios de cada época influenciaram diretamente na forma como cada situação percorreu na mídia. Outro ponto abordado foi a necessidade de contar as histórias da instituição de maneira mais humanizada, com o objetivo de transmitir emoção e conectar-se com o público.

Tudo Comunica
Finalizando o primeiro dia do seminário, Rafael Araújo, fundador da Agência de Comunicação Árvore, ministrou a palestra “Tudo Comunica”, quando apresentou diversas perspectivas da comunicação organizacional. Rafael argumentou que a comunicação é um problema de “todos”, ou seja, é preciso envolver os demais atores para trabalhar em conjunto com o setor de comunicação. Ao finalizar a palestra, ele reforçou o poder que as comunicações locais exercem no contato do público com a instituição. “É melhor o veículo pequeno perto do que o grande longe”. A mediação da mesa ficou a cargo da designer de comunicação da Ascom/DPMG, Lúcia Helena de Assis.

Veja mais fotos do 1º dia neste link.
O 6º Seminário de Comunicação e Defensoria Pública continua nesta sexta (4/4). Confira a matéria completa nos próximos dias.



















Alessandra Amaral – Jornalista e Davison Henrique – Estagiário / DPMG.