DPMG promove primeiro encontro dos Ciclos de Aprimoramento sobre Envelhecimento e Direitos
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A Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG), em parceria com a Escola Superior da Defensoria Pública de Minas Gerais (ESDEP) e a Associação Cuidadosa, realizou, nesta quinta-feira (26), o primeiro encontro dos Ciclos de Aprimoramento sobre Envelhecimento e Direitos, iniciativa voltada à qualificação do debate interinstitucional e ao fortalecimento das políticas públicas destinadas à população idosa. O evento ocorreu da DPMG, em Belo Horizonte, reunindo profissionais das áreas da saúde, assistência social e do sistema de justiça.
Com o tema “Uma utopia carnavalesca: corpos velhos na rua”, o encontro propôs uma reflexão ampliada sobre o envelhecimento para além da dimensão biológica, incorporando aspectos políticos, sociais e culturais. A proposta central foi fomentar o intercâmbio de experiências e consolidar uma agenda estratégica de defesa e promoção de direitos.
A abertura contou com a participação da defensora pública Fernanda Fernandes, atuação na Defensoria Especializada da Pessoa Idosa e da Pessoa com Deficiência, que destacou o caráter estruturante da iniciativa e a relevância da parceria com a Associação Cuidadosa. Segundo ela, o primeiro encontro foi marcado por um ambiente de construção coletiva, troca de informações e aprendizado conjunto, reforçando o compromisso institucional com a pauta do envelhecimento sob a ótica dos direitos humanos.

Entre os destaques da programação esteve a apresentação da experiência do Ministério Público do Estado do Ceará, que compartilhou ações voltadas ao incentivo da participação política de pessoas com mais de 70 anos. Embora o voto seja facultativo nessa faixa etária, o debate evidenciou a importância de estimular o exercício da cidadania ativa, assegurando às pessoas idosas o pleno direito de escolha e de inserção nos espaços decisórios.
As discussões também avançaram sobre temas estruturantes, como sexualidade na velhice e a compreensão do corpo como espaço político. A tônica do encontro foi clara: envelhecer não significa apenas garantir condições mínimas de subsistência, mas assegurar vida plena, dignidade, autonomia e participação social efetiva.

Este foi o primeiro de uma série de encontros que ocorrerão até novembro, sempre nas últimas quintas-feiras do mês, das 14h às 17h. Cada edição terá um eixo temático alinhado a datas e marcos relevantes do calendário. Em março, o foco será o envelhecimento da mulher e as questões de gênero relacionadas ao cuidado, ampliando o debate e consolidando a agenda institucional em torno da pauta.
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Mateus Felipe — Jornalista/DPMG