DPMG realiza sessão de conciliação acessível para assistidos da comunidade surda
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A Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG) realizou, na quinta-feira (20/8), no Centro de Conciliação de Mediação de Belo Horizonte (CCM-BH), uma sessão de conciliação com o apoio de intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras), garantindo acessibilidade e inclusão no atendimento à população surda.
A sessão ocorreu na área de Família e foi a segunda realizada pelo CCM-BH com a participação de assistidos com deficiência auditiva e de uma intérprete de Libras. A iniciativa tem como objetivo assegurar a plena comunicação entre as partes envolvidas e promover o acesso à Justiça em condições de igualdade.
Para a coordenadora estadual dos Centros de Conciliação e Mediação da DPMG, defensora pública Elisa Schroder Alves César, o apoio da intérprete de Libras é essencial para garantir a escuta qualificada e a participação dos assistidos. “O suporte da intérprete de Libras transcende a simples comunicação, contribuindo para que a história e a perspectiva dos assistidos sejam plenamente compreendidas. E, ainda, permite que eles sejam efetivamente os protagonistas na busca por uma resolução pacífica do conflito”, afirmou.
Participaram da sessão a intérprete de Libras Franciele Jordana Martins de Almeida, a assessora jurídica do Centro Beatriz Imaculada e os assistidos Amado Batista Henries e Loureni Mendes Henriques, ambos com deficiência auditiva.

Segundo a assessora Beatriz Imaculada, a busca por conhecimentos em Libras surgiu da necessidade de aprimorar o atendimento prestado pela Defensoria.
“Decidi aprender Libras para oferecer um atendimento mais inclusivo aos assistidos da comunidade surda que procuram a Defensoria Pública. Quando conseguimos nos comunicar melhor, o assistido se sente acolhido, e promover essa inclusão faz parte do papel da Instituição”, afirmou.
Para a intérprete de Libras Franciele Jordana Martins de Almeida, que atua na área há cerca de cinco anos, a presença do profissional de interpretação é fundamental para garantir a participação efetiva das pessoas surdas em procedimentos e serviços.
“É um trabalho importante e gratificante. Muitas vezes, as pessoas surdas enfrentam barreiras de comunicação e exclusão social. A interpretação em Libras contribui para que elas tenham acesso pleno às informações e possam exercer seus direitos”, destacou.
Os assistidos Amado Batista Henries e Loureni Mendes Henriques agradeceram o apoio prestado durante a audiência. Eles relataram que a presença da intérprete possibilitou a compreensão de todas as informações apresentadas e dos termos acordados durante a conciliação.
A iniciativa reforça o compromisso da DPMG com a promoção da acessibilidade, da inclusão e do acesso à Justiça para todas as pessoas.
Kelly Guidotti, estagiária, sob a supervisão da Ascom.