Defensoria Pública combate exploração sexual infantil no Maio Laranja com mais uma edição do projeto “Defensoria nas Escolas”
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A Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG) realizou, ao longo do mês de maio, mais uma edição do projeto “Defensoria nas Escolas”, iniciativa voltada à promoção da educação em direitos junto a crianças, adolescentes e comunidades escolares. Nesta edição, o projeto teve como foco o Maio Laranja, mês dedicado ao enfrentamento do abuso e da exploração sexual de crianças e adolescentes.
As atividades buscaram disseminar informações, fortalecer a cultura de proteção e incentivar a identificação e a denúncia de situações de violência. A edição contou com a inscrição de 12 unidades da Defensoria Pública, alcançando 1.784 alunas e alunos em nove instituições de ensino, conforme já apurado.
As ações foram desenvolvidas por meio de palestras, rodas de conversa e atividades educativas voltadas à conscientização sobre os direitos de crianças e adolescentes, os sinais de possível violência sexual, os mecanismos de proteção existentes e os canais de denúncia disponíveis. A proposta foi contribuir para a construção de ambientes mais seguros, nos quais estudantes, professores e familiares possam reconhecer situações de risco e atuar na proteção integral de crianças e adolescentes.
Uma das responsáveis por conduzir as atividades do projeto em Belo Horizonte, a coordenadora da Escola Superior (Esdep), defensora pública Silvana Lourenço Lobo, ressaltou que o “Defensoria nas Escolas” é uma das iniciativas mais importantes desenvolvidas pela Instituição por levar temas sensíveis e fundamentais diretamente ao ambiente escolar. “São assuntos de grande relevância, porque tratam de situações às quais crianças e adolescentes podem estar expostos, seja como vítimas ou testemunhas. Por isso, é tão importante que a Defensoria Pública esteja presente nesses espaços promovendo educação em direitos e conscientização”, afirmou.


Ao participar de uma das atividades em uma escola da região do Barreiro, a defensora pública percebeu uma mudança significativa no comportamento dos estudantes à medida que o tema da exploração sexual infantil era abordado. Ela contou que, inicialmente, os alunos se mostravam participativos e descontraídos em discussões sobre outras formas de violência, mas quando o debate chegou na questão sobre abuso e exploração sexual gerou silêncio, atenção e emoções visivelmente mais profundas.
Para a coordenadora, o projeto cumpre uma função essencial ao informar os estudantes sobre seus direitos e a necessidade de criar espaços seguros para orientação, acolhimento e escuta. “Muitos alunos anotaram os canais de ajuda e os locais onde podem buscar apoio. Isso mostra que o projeto não termina na palestra; ele cria oportunidades para que crianças, adolescentes e a própria comunidade escolar saibam onde procurar socorro e continuem fortalecendo essa rede de proteção”, concluiu.
Belo Horizonte



Bocaiuva


Ituiutaba



Novo Cruzeiro



Pirapetinga




Uberlândia



Com ações como o “Defensoria nas Escolas”, a Defensoria Pública reafirma seu compromisso com a proteção integral de crianças e adolescentes, a promoção da educação em direitos e o enfrentamento de todas as formas de violência. Ao levar esse debate para o ambiente escolar, o projeto contribui para que se torne mais fácil identificar situações de violência e onde buscar ajuda, fortalecendo a atuação preventiva e a promoção da cidadania desde os primeiros anos de formação.
A edição do “Defensoria nas Escolas” Maio Laranja é uma iniciativa estruturada pela Coordenadoria Estratégica de Promoção e Defesa dos Direitos das Crianças e Adolescentes (CEDEDICA) e sob a organização da Coordenação de Projetos.
Maio Laranja
O Maio Laranja tem como marco o dia 18 de maio, instituído como Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A campanha busca mobilizar a sociedade para enfrentar um problema que ainda afeta milhares de crianças e adolescentes brasileiros. Segundo informações divulgadas pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a violência sexual permanece como uma das mais graves violações de direitos da infância e da adolescência, exigindo ações permanentes de prevenção, acolhimento e proteção
A discussão do tema se mostra especialmente necessária diante da realidade brasileira. Dados divulgados pelo Disque 100 apontam que, apenas entre janeiro e abril de 2026, foram registradas mais de 32 mil violações sexuais contra crianças e adolescentes no país. As informações também indicam que grande parte dessas violências ocorre em ambientes de convivência da vítima e é praticada por pessoas de confiança, o que reforça a importância da informação e da conscientização como ferramentas de prevenção.
Davison Henrique — ASCOM/DPMG
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