Defensoria Pública defende atendimento integrado para evitar revitimização de mulheres em situação de violência
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Em audiência na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, integrante do Nudem-BH ressaltou a importância da estruturação dos serviços especializados e da unificação do atendimento às vítimas

A defensora pública Maria Cecília Pinto e Oliveira, em atuação na Defensoria Especializada na Defesa dos Direitos das Mulheres em Situação de Violência de Gênero (Nudem-BH), participou, nessa segunda-feira (10/8), de audiência pública realizada pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O encontro integrou as ações do Agosto Lilás e marcou os 20 anos da Lei Maria da Penha, reunindo representantes do sistema de Justiça, do poder público e da sociedade civil para discutir caminhos de prevenção e enfrentamento à violência contra mulheres.
Durante a reunião, Maria Cecília Pinto e Oliveira forneceu um panorama das atribuições do Nudem-BH, que presta atendimento de qualidade, com perspectiva de gênero e raça. A Especializada atua no acompanhamento de medidas protetivas, em ações de família de mulheres em situação de violência e no ajuizamento de ações penais privadas de crimes que não envolvem violência ou grave ameaça, como crimes contra a honra ou crimes de dano. Na esfera extrajudicial, ela destacou a participação em seminários, rodas de conversa, entre outros, além de algumas iniciativas formativas promovidas pela DPMG, como os cursos Defensoras Populares e Mulheres em Foco.

A audiência também abordou a necessidade de investir na educação de meninos e na responsabilização de homens autores de violência, por meio de grupos reflexivos e de políticas públicas preventivas. Participantes defenderam que o enfrentamento à violência de gênero não pode se limitar ao atendimento posterior às agressões, devendo alcançar as causas estruturais que naturalizam práticas violentas e perpetuam desigualdades entre homens e mulheres.
Solicitada pela presidenta da comissão, deputada Ana Paula Siqueira, a reunião chamou atenção para a dimensão pública da violência doméstica e familiar. A parlamentar lembrou que, em Minas Gerais, 177 mulheres foram vítimas de feminicídio no ano passado, segundo dados citados durante a audiência, e reforçou a importância de políticas públicas que considerem raça, gênero e as diferentes vulnerabilidades que atravessam a vida das mulheres.
Com informações da ALMG.