Defensoria Pública dá início à primeira turma da Escola de Convivência Familiar em 2026
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A Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais, por meio da sua Escola Superior (Esdep) realizou, nesta terça-feira (24/2), o lançamento da primeira turma da Escola de Convivência Familiar em 2026, iniciativa voltada ao fortalecimento dos vínculos familiares e à promoção da proteção integral de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social.
Representando a defensora pública-geral, Raquel Gomes de Sousa da Costa Dias, a chefe de Gabinete, defensora pública Camila Machado Umpierre, abriu a cerimônia destacando o papel institucional da Defensoria na promoção dos direitos humanos e no acolhimento das famílias atendidas.

Camila Umpierre ressaltou a relevância do trabalho desenvolvido pelas equipes envolvidas no projeto, enfatizando o compromisso contínuo da Instituição com a efetivação dos direitos das crianças, adolescentes e pessoas em situação de vulnerabilidade. Segundo ela, a Escola de Convivência Familiar inaugura um novo ciclo de aprendizado coletivo, marcado pela construção de conhecimento e pelo fortalecimento das políticas públicas de proteção social. A chefe de Gabinete também reforçou que a Defensoria permanece à disposição para apoiar as famílias e os profissionais envolvidos na iniciativa.
Na sequência, a coordenadora estratégica de Promoção e Defesa dos Direitos das Crianças e Adolescentes, defensora pública Daniele Belletatto Nesrala, destacou o caráter colaborativo do projeto e a importância do apoio familiar no desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes. Ela ressaltou que o trabalho da rede de proteção não pode se limitar ao atendimento individual da criança, mas deve alcançar todo o núcleo familiar.

De acordo com Daniele Belletatto, a proposta da Escola de Convivência Familiar é oferecer suporte intensivo às famílias que enfrentam situações de vulnerabilidade, especialmente nos casos que envolvem acolhimento institucional. A defensora comparou o projeto a uma “UTI social”, voltada à intervenção rápida e qualificada, considerando a urgência dos processos que envolvem o afastamento ou o retorno de crianças ao convívio familiar.
Representando o Município de Belo Horizonte, a Gerente de Serviço e Programas para Crianças e Adolescentes, Poliane de Souza Moura, destacou a trajetória de construção do projeto e o alinhamento da iniciativa com a política municipal de proteção à infância. Segundo ela, o principal objetivo do acolhimento institucional é garantir condições para o retorno seguro de crianças e adolescentes às suas famílias de origem.
A gestora relatou experiências práticas que demonstram o impacto direto da Escola de Convivência Familiar, citando o caso de uma mãe que, após participar das atividades formativas, conseguiu ressignificar sua trajetória e recuperar a guarda do filho no momento do desligamento institucional. Para a representante municipal, o projeto evidencia que o acesso ao Sistema de Justiça, por si só, não é suficiente: é necessária uma transformação efetiva das dinâmicas familiares para a reconstrução da função protetiva.
A turma é composta por 44 alunos e as aulas acontecem todas as terças-feiras, das 8h30 às 12h, na sala de aula da Esdep (Rua Bernardo Guimarães, 2731. Santo Agostinho)
Parcerias
A Escola de Convivência Familiar conta com importantes parcerias e oferece uma série de facilidades que tornam a participação das famílias mais acessível e confortável. Por meio do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com o Museu dos Brinquedos e o Instituto Cultural Luiza de Azevedo Meyer são oferecidas atividades voltadas às crianças e adolescentes presentes durante os encontros e os atendimentos psicológicos, além do vale social, oferecido em parceria com a Prefeitura e a Secretaria de Assistência Social.
Mateus Felipe – Jornalista/DPMG.