Caso Samarco: Instituições de Justiça pedem que Fundação Renova avalie efeitos causados por cheias do Rio Doce

Por Assessoria de Comunicação em 14 de janeiro de 2022

Objetivo é verificar se novos locais estão sendo atingidos por rejeitos presentes na calha do rio, com decorrente ampliação da área do desastre causado pelo rompimento da barragem de Fundão

As Instituições de Justiça que atuam no caso Samarco – Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG), Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo (DPES), Defensoria Pública da União (DPU), Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e Ministério Público do Espírito Santo (MPES) – solicitaram à Fundação Renova a realização de estudos em locais atingidos por cheias do Rio Doce neste início de 2022 para verificar se houve aumento da área de afetação do desastre causado pelo rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em novembro de 2015.

De acordo com o ofício encaminhado nesta quinta-feira (13/01), sucessivos períodos de alta intensidade pluviométrica na bacia do Rio Doce vêm ocasionando alagamentos, inundações, ressuspensão e deposição de sedimentos e materiais correlatos aos rejeitos de Fundão em áreas que ainda não haviam sido atingidas originariamente pela enxurrada de lama que desceu da barragem na época do desastre. Isso teria ocorrido especialmente durante o período chuvoso de 2016 e 2020.

Estudos realizados por especialistas ambientais a serviço do Ministério Público Federal comprovaram clara ampliação da área atingida com os rejeitos presentes na calha do Rio Doce, que, com a chuva e transbordamento do rio, foram depositados em novos locais.

As Instituições de Justiça pedem que sejam realizados estudos a respeito de temas como caracterização hidrometereológica das chuvas de 2022; qualidade da água; qualidade dos sedimentos; qualidade dos solos atingidos pelas cheias e qualidade atmosférica em pontos de limpeza urbana após o retorno do rio ao seu nível normal, com a devida e necessária documentação fotográfica e observações de campo.

Clique aqui para ler a manifestação.

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