DPMG entrega nova sede em Juiz de Fora com homenagem a trajetórias que fortaleceram a Instituição
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A Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG) inaugurou, nesta sexta-feira (10/7), as novas instalações da unidade de Juiz de Fora, na Zona da Mata. Localizada na Rua Leopoldo Schmidt, 200, a sede amplia a estrutura de atendimento à população e oferece melhores condições de trabalho a defensoras, defensores públicos, servidoras, servidores, estagiárias, estagiários e colaboradores.
Presidindo a solenidade, a defensora pública-geral de Minas Gerais, Caroline Loureiro Goulart Teixeira, ressaltou a relevância da comarca para a Instituição. Segundo ela, Juiz de Fora abriga uma das maiores unidades da DPMG em número de defensoras e defensores públicos, atrás apenas da Capital.
“Mais do que necessária, esta sede era uma questão de justiça. Era preciso oferecer à população e aos profissionais que aqui atuam uma estrutura compatível com a relevância do trabalho desenvolvido nesta cidade”, afirmou Caroline Goulart.

A placa inaugural foi descerrada pela defensora-geral, acompanhada da sub-corregedora-geral, Deborah Maria Condé, representando a corregedora-geral da DPMG, Ana Cláudia Leroy; pela coordenadora local em Juiz de Fora e coordenadora regional Mata I, Paula Àvila Dantas Brunner; pelo presidente da Associação das Defensoras e dos Defensores Públicos de Minas Gerais (ADEP-MG), Rômulo Luis Veloso de Carvalho; pela chefe da Subseção da Defensoria Pública Federal em Juiz de Fora, Fernanda Tavares Homem de Carvalho; e pelo juiz diretor do Foro de Juiz de Fora, Mauro Francisco Pittelli.
Presentes, ainda, as defensoras e defensores públicos que atuam na Unidade, defensoras e defensores aposentados, servidoras, servidores e estagiários, além de autoridades e representantes do poder público local.
Aprimoramento do acesso à justiça
A entrega da unidade integra a política de expansão e modernização da DPMG, com investimentos voltados ao aprimoramento do atendimento e à garantia do acesso efetivo à justiça. Para a defensora pública-geral, o novo espaço simboliza dignidade, acolhimento e compromisso institucional com as pessoas em situação de vulnerabilidade.
“Cada pessoa que atravessa as portas da Defensoria Pública carrega uma história, muitas vezes em um dos momentos mais difíceis de sua vida. Esta sede representa melhores condições de trabalho para quem dedica sua vida à promoção dos direitos humanos e à defesa das pessoas em situação de vulnerabilidade. Representa, acima de tudo, a confiança de que a Justiça deve estar ao alcance de todos”, destacou a defensora-geral.

Caroline Goulart Teixeira também relacionou a entrega da nova sede às comemorações dos 50 anos da DPMG. “Que esta casa seja um espaço de acolhimento, de escuta, de transformação e de esperança. A missão que ela abriga é a mesma há cinquenta anos: estar ao lado de quem mais precisa e garantir que a justiça alcance todas as pessoas”, afirmou.
Na sequência, a coordenadora local em Juiz de Fora e coordenadora regional da Mata I, Paula Ávila Dantas Brunner, classificou a nova unidade como a concretização de um sonho construído ao longo de mais de duas décadas. Ela destacou o empenho de defensoras, defensores, servidoras, servidores, estagiárias, estagiários, colaboradores, gestores anteriores e de todos que contribuíram para que a população juiz-forana tivesse acesso a um espaço mais adequado.

“Esta nova sede possui um significado que ultrapassa a sua estrutura física. Representa respeito ao cidadão que busca nossos serviços e melhores condições de trabalho para a nossa equipe. Representa mais acolhimento, mais eficiência e mais dignidade no atendimento à população”, afirmou Paula Brunner.
Ela agradeceu às pessoas que participaram da construção do projeto e ressaltou que conquistas institucionais resultam de trabalho coletivo, continuidade administrativa e compromisso público.
Representando a ADEP-MG, o diretor-presidente Rômulo Luís Veloso destacou, por sua vez, a importância histórica de Juiz de Fora para o fortalecimento da Defensoria Pública no estado.
Rômulo lembrou que, desde sua chegada a Minas Gerais, há mais de uma década, sempre ouviu referências à unidade como uma força transformadora da Instituição, com atuação relevante no Conselho Superior, na administração superior e na representação associativa.
“Juiz de Fora sempre foi uma força transformadora da Defensoria Pública, impulsionando a Instituição para um destino melhor”, afirmou Rômulo Veloso. Para ele, a inauguração da nova sede representa mais um capítulo de uma construção coletiva iniciada por pessoas que compreenderam a missão da Defensoria Pública e contribuíram para consolidá-la no sistema de Justiça.

Homenagens
A cerimônia também foi marcada por homenagens à ex-defensora pública-geral Raquel Gomes de Sousa da Costa Dias e ao ex-secretário de Interior e Justiça Sílvio Andrade de Abreu Júnior.
Os reconhecimentos evidenciaram, respectivamente, a contribuição da ex-DPG para o aprimoramento dos serviços da Defensoria Pública em Juiz de Fora e a trajetória política do ex-secretário, marcada por esforços voltados à implantação e ao fortalecimento da Instituição na comarca.
Ao saudar Raquel da Costa Dias, Caroline Goulart Teixeira destacou que as instituições avançam quando há continuidade e reconhecimento do trabalho realizado por gestões anteriores. “Hoje celebramos a conclusão de uma etapa que começou em sua gestão, mas que pertence a todos aqueles que acreditaram que Juiz de Fora merecia mais. As grandes conquistas institucionais são construídas por muitas mãos, ao longo dos anos, com diálogo, persistência e compromisso”, afirmou.
Paula Brunner ressaltou ainda a atuação da ex-defensora pública-geral durante os dois mandatos à frente da Instituição. Segundo ela, a autorização e a assinatura da locação do imóvel representaram uma decisão de investir na dignidade do atendimento prestado à população e nas condições de trabalho de membros, servidores e colaboradores da unidade.
Ao agradecer a homenagem, Raquel da Costa Dias afirmou estar emocionada ao retornar à atuação na base depois de quase 11 anos no Gabinete da Defensoria-Geral e destacou os avanços estruturais da DPMG. “A sensação que tenho é que saí de uma Instituição e voltei para outra”, disse. Para ela, a nova sede simboliza a realização de um sonho coletivo e o reconhecimento ao trabalho de muitas pessoas. “Não recebo esta homenagem como uma homenagem a mim, mas a todos que trabalharam para que isso acontecesse”, afirmou.

Em seguida, ao saudar Sílvio Andrade de Abreu Júnior, Caroline Goulart Texeira afirmou que o reconhecimento é uma forma de agradecer a quem ajudou a abrir caminhos para a consolidação da Defensoria Pública. “As instituições públicas são construídas por mulheres e homens que enxergam além do presente e compreendem que investir no acesso à Justiça é investir na própria cidadania”, disse.
Paula Brunner também agradeceu a presença do ex-parlamentar e ressaltou sua atuação para o fortalecimento da Defensoria Pública mineira. “Seu trabalho deixou marcas profundas na consolidação da nossa autonomia institucional, na valorização da carreira e na expansão para todo o Estado, ajudando a construir uma cultura institucional baseada no compromisso com a cidadania e na defesa dos direitos humanos”, afirmou.
O presidente da ADEP-MG também destacou a trajetória de Sílvio Abreu, especialmente sua atuação em defesa da Defensoria Pública durante seus mandatos e na Assembleia Nacional Constituinte.
Ao mencionar a votação que resultou na inclusão da Defensoria Pública no artigo 134 da Constituição Federal, Rômulo Veloso afirmou que a história da Instituição é resultado de muitas gerações, escolhas decisivas e esforços acumulados. “Ao ouvir a história de onde viemos e perceber até onde ainda podemos chegar, renovo meu compromisso com o trabalho e com o propósito que escolhi para a minha vida: servir na Defensoria Pública”, destacou.
Ao agradecer a homenagem, Sílvio Abreu afirmou sentir-se honrado por participar da cerimônia ao lado de “verdadeiras precursoras e verdadeiros precursores da Defensoria Pública em Minas Gerais” e destacou a atuação feminina na Instituição, formada, segundo ele, por “mulheres inteligentes, competentes e devotadas à causa”.

O ex-secretário relembrou sua trajetória em defesa da assistência jurídica gratuita, a interiorização dos serviços no estado e a mobilização pela inclusão da Defensoria Pública na Constituição Federal, com participação de defensoras de Juiz de Fora. “Vencemos por 11 votos. Passamos raspando na trave”, recordou. Para ele, a Defensoria Pública é “uma das obras mais humanísticas” do país, por garantir direitos às populações mais vulneráveis. “Vamos em frente, porque há muito que nos espera”, concluiu.


A Unidade
Além do simbolismo institucional, a nova sede foi planejada para oferecer mais conforto, acessibilidade, inclusão e qualidade no atendimento às pessoas assistidas. A unidade amplia o espaço físico, melhora o fluxo de atendimento e dispõe de ambientes mais adequados tanto para o público externo quanto para o público interno.
O espaço físico reúne três lojas integradas, destinadas ao setor de triagem e ao Serviço de Atendimento ao Público (SAP), e três andares, localizados no 13º, 15º e 16º pavimentos, onde funcionam gabinetes, Núcleo Psicossocial e auditório. A estrutura também conta com fraldário e brinquedoteca, tornando o período de espera mais acolhedor para mães, crianças e famílias atendidas.
A unidade atende todas as áreas de atuação da DPMG, incluindo família, criminal, execução penal, cível, fazendário, sucessões, juizados especiais cíveis, criminais e fazendários, infância e juventude cível e infracional, defesa da mulher, além de contar com Núcleo Psicossocial. Ao todo, 29 defensoras e defensores públicos atuam no local, e o setor de triagem distribui, em média, 300 senhas por dia.
A nova estrutura também reserva espaço para a implantação de um Centro de Conciliação e Mediação, reforçando a atuação da Defensoria Pública na solução extrajudicial de conflitos e na promoção de um atendimento mais humanizado e resolutivo.
Cristiane Silva, jornalista/DPMG.