Defensoria Pública de Minas Gerais abre inscrições para nova edição da capacitação Escola de Convivência Familiar 

Por Assessoria de Comunicação em 18 de janeiro de 2024

Estão abertas as inscrições para a capacitação “Escola de Convivência Familiar”. A iniciativa da Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG) tem o objetivo de capacitar, prioritariamente, familiares e cuidadores de crianças e adolescentes que estejam em processo de institucionalização e orientar, de modo prático, sobre a rede de apoio e os devidos cuidados. 

As atividades são abertas a todas as mães e pais que desejarem se capacitar. As discussões abordarão temas como serviços de acolhimento, cuidados essenciais, bons hábitos familiares, comunicação não violenta, técnicas de mediação e conciliação, sexualidade, desafios na adolescência, entre outros. 

As inscrições podem ser feitas até o dia 27 de fevereiro, de forma online, com preenchimento do formulário no link abaixo.  

Clique para acessar o formulário de inscrição para Escola de Convivência Familiar.

Os inscritos residentes em Belo Horizonte receberão vales-transporte (ida e volta) para participarem do curso. Pessoas da Região Metropolitana de BH poderão se inscrever no curso, desde que arquem com o valor do seu transporte.

Por institucionalização compreende-se uma série de medidas de proteção que devem ser direcionados às crianças e adolescentes que possuem seus direitos violados. 

A abertura da Escola de Convivência Familiar será realizada no Auditório da DPMG (Rua dos Guajajaras, 1.707/2º andar – Barro Preto, em Belo Horizonte), no dia 20 de fevereiro, com a aula inaugural. Nas semanas seguintes, sempre às terças-feiras, as aulas ocorrerão na sala de aula da Esdep (Rua Bernardo Guimarães, 2.731/1º andar – Barro Preto).  

Esta edição terá uma turma com 35 inscritos, com as atividades na parte da manhã, das 9h30 às 12h, sempre às terças-feiras.  

O projeto é uma parceria entre a Coordenadoria Estratégica de Promoção e Defesa dos Direitos das Crianças e Adolescentes (CEDEDICA/DPMG) e a Coordenadoria de Projetos, Convênios e Parcerias (CooProC). 

Encontros 

Serão 12 encontros semanais até maio. O encerramento, com emissão de certificado para aqueles que comparecerem a pelo menos 75% das aulas (9 aulas de 12), se dará em 14 de maio. 

As aulas serão separadas por temas. São eles: 

TEMA 1 REDE DE PROTEÇÃO: Acolhimento institucional e familiar. Adoção. Sistema de Justiça. SGD. Órgãos da rede: Unidades de Acolhimento, CRAS, CREAS E PAEFI. 

TEMA 2 DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA: A mágica do desenvolvimento humano e formação. Cuidados essenciais com o ser humano em formação. Desenvolvimento da criança aspectos biopsicossociais; Definição e importância do afeto na constituição do ser humano. Depoimento de egressos dos serviços de acolhimento. 

TEMA 3 SUPERAÇÃO DE VULNERABILIDADES: Contextualização histórica. Preconceito. Superação. 

TEMA 4 – FORTALECIMENTO DE VINCULOS E BONS HÁBITOS: Rotina e bons hábitos familiares: alimentação, higiene, organização e tarefas domésticas. Importância e estratégias para a criação e fortalecimento de vínculos afetivos. 

TEMA 5 – COMUNICAÇÃO NÃO VIOLENTA: Comunicação não violenta 

TEMA 6 – MEDIAÇÃO: Conflito e violência. Técnicas de mediação e conciliação. 

TEMA 7 – SAÚDE SEXUAL: Conhecendo seu próprio corpo. Prevenção à ISTs. Métodos contraceptivos. 

TEMA 8 – PARENTALIDADE E PREVENÇÃO À VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS: Sistemas conjugais e familiares. Direitos e Deveres. Pensão alimentícia e direito de visita. Formas de violência contra criança. Prevenção ao abuso sexual. 

TEMA 9 – VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E MASCULIDADES: Disciplina: técnicas alternativas ao uso de violência 

TEMA 10 – BRINCADEIRA E FORMAÇÃO DE VÍNCULOS: A importância de brincar e estudar para o desenvolvimento humano. Contação de histórias. Brincadeiras em família. Brinquedos caseiros. 

TEMA 11 – ADOLESCÊNCIAS e SAÚDE MENTAL: Rede de saúde mental infanto-juvenil. Adolescência: Evasão escolar. Internet, jogos e uso das redes sociais. Como prevenir. Automutilação e Outros sofrimentos mentais. 

TEMA 12 – DROGAS E ATOS INFRACIONAIS: Envolvimento com a criminalidade / atos infracionais. Prevenção e enfrentamento. Uso de álcool e drogas. 

Estatísticas 

Relatório divulgado no início de agosto pela organização Aldeias Infantis SOS e publicado pela Agência Brasil revelou que 32 mil crianças e adolescentes estão vivendo em serviços de acolhimento, afastados do convívio familiar, em todo o país. Segundo o levantamento, as regiões Sudeste e Sul do Brasil concentram oito em cada dez dessas crianças. 

Segundo o estudo, 25% das crianças e adolescentes que vivem em acolhimentos têm até 5 anos; 27% de 6 a 11 anos; e 5% 18 ou mais. A maioria (44%) tem idade entre 12 e 17 anos. A pesquisa foi realizada entre novembro de 2022 e março deste ano em 23 estados e no Distrito Federal. Foram ouvidos cerca de 350 crianças e adolescentes sob a guarda do Estado em mais de 250 serviços de cuidados alternativos. 

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