DPMG lança projeto “Rota da Cidadania” para atendimento à população em situação de rua em Itajubá
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A Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG) iniciou, no município de Itajubá, o projeto “Rota da Cidadania: Acolhimento, Direito e Dignidade”, uma ação voltada ao atendimento da população em situação de rua, com foco na promoção de direitos, inclusão social e fortalecimento da rede de proteção social.
A iniciativa é promovida pela DPMG por meio da Unidade de Itajubá, com apoio da Coordenadoria de Projetos, Convênios e Parcerias (CooProC), em parceria com a Prefeitura Municipal de Itajubá, a Guarda Municipal e a Polícia Militar de Minas Gerais.
O projeto prevê a realização de abordagens conjuntas em locais previamente mapeados do município, sempre às terças e quintas-feiras, das 9h às 11h. Durante as ações, são feitas entrevistas individuais para identificar as principais demandas das pessoas atendidas, que podem envolver questões jurídicas, de saúde, assistência social, entre outras.
A partir das demandas identificadas, são realizados encaminhamentos formais para os serviços competentes, como a própria Defensoria Pública, CRAS, CREAS, postos de saúde e demais órgãos da rede de atendimento.
Não é necessário realizar inscrição prévia para participar da ação. Os atendimentos ocorrem diretamente nos locais mapeados, reforçando o compromisso da Defensoria Pública com a ampliação do acesso à justiça e com a proteção da dignidade das pessoas em situação de vulnerabilidade.
O defensor público Frederico Piclum, que atua em Itajubá e está à frente do projeto, observa que a população em situação de rua é, historicamente, uma das mais invisibilizadas pelo Sistema de Justiça.
“O projeto Rota da Cidadania parte de uma premissa simples: se essas pessoas não chegam até a Defensoria, a Defensoria vai até elas. Não se trata de assistencialismo, mas sim de garantir, na prática, o que a Constituição já assegura no papel. Cada abordagem é uma oportunidade de identificar violações de direitos que, sem essa escuta ativa, jamais chegariam a qualquer serviço público. É um trabalho de articulação em rede, mas, antes de tudo, de reconhecimento da humanidade de cada pessoa atendida”, ressalta o defensor público.
Já foram realizadas duas ações do projeto, nos dias 31 de março e 7 de abril. Confira algumas imagens.



Alessandra Amaral – Jornalista DPMG.